Paranoia de 2009

20/08/2009

laughing

Estou com uma virose desde segunda-feira. A garganta ficou ruim e piorou com a tosse, que é aquela que minha avó Elza chama de “tosse de cachorro”: um cof, cof, cof seco e chato. Daí que, hoje, na rua, dei uns 10 cof de vez.  O rapaz que estava um metro a minha frente deu dois pulos adiante  e olhou para trás assustado.  Uma mulher na porta da farmácia levou as mãos à cara. E o senhorzinho que vendia frutas na calçada caiu na gargalhada ao perceber a cena.  Só me restou acompanhá-lo, mesmo que um pouco sem graça.

Olha a paranoia do povo! Tussa e seja motivo de medo. A coisa é séria, sim. Mas acho que não é saudável entrar em pânico por qualquer espirro ou tosse. Além disso, atitudes exageradas podem causar ataques de risos alheios.


Notícias nada boas

25/02/2009

Trabalhar demais aumenta risco de demência. Já desconfiava disso, quando eu trabalhava umas 50 horas semanais e começava a trocar palavras,  assim como fazia a Magda do humorístico “Sai de baixo”. Chamava chaveiro p/ banheiro,  roer para roncar etc.

Não deixe de ler e considerar que:  “As desvantagens das horas extras devem ser levadas a sério”, afirmou a pesquisadora que liderou a pesquisa Marianna Virtanen, do Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional.

Otimismo é determinado pelos genes. Prefiro não acreditar.  Junto com esses resultados,  geralmente surgem novas terapias caríssimas, que prometem resolver  o problema  e dar uma ajeitada no doente.  Apesar de não ser boa notícia, acho que o golpe maior é contra  os autores de livros de auto-ajuda.


A saúde que importa aos laboratórios

05/02/2009

Duas informações complementares sobre saúde publicadas hoje. A primeira na página de  saúde do Estadão:

1) Falta verba para estudo de doenças que afetam países pobres

Infelizmente, nenhuma novidade nesta manchete. A informação interessante da matéria, por mostrar algum sinal de preocupação,  é:

“Pela primeira vez um trabalho revela o valor aplicado em pesquisas sobre doenças negligenciadas no mundo.” (AE)

A segunda notícia está na página de  tecnologia do G1. E admito que gostei da pegadinha usada pelo Sr. Gates.

2)  Bill Gates solta mosquitos em conferência para alertar sobre malária

” ‘Essa doença se espalha através de mosquitos. Vou deixar alguns voarem por aí. Não há motivos para apenas as pessoas pobres serem infectadas”, afirmou durante o evento, que atrai profissionais da indústria de tecnologia, entretenimento e design. O co-fundador da Microsoft esperou algum tempo em silêncio, para depois dizer que aqueles mosquitos não eram capazes de transmitir malária.

“Há mais dinheiro sendo investido em remédios contra calvície do que no combate à malária”(…).. “Calvície é algo terrível, que aflige homens ricos. Por isso, esse assunto se tornou uma prioridade”, ironizou um dos homens mais ricos do mundo. ‘ “(G1)

+  sobre o tema: livro  “A verdade sobre os laboratórios farmacêuticos” – de Marcia Angell.


“quanto é o seu colesterol?”

14/11/2008

Por que será que muita gente com mais de 50 anos adora conversar sobre as taxas de colesterol, os números da pressão, o nervo ciático?

Adão Iturrusgarai

Adão Iturrusgarai

Tenho medo…


Os excessos da mídia me enjoam

21/04/2008

A primeira vez que senti enjôo real ao ouvir falar de um assunto repetidamente foi ano passado. O tema popular era o filme Tropa de Elite. Todo mundo falava disso em todos os lugares. E eu sentia náuseas sempre que via ou ouvia algo sobre o fenômeno. Foi preciso ver o filme para me curar daquilo que já chamo de SÍNDROME DA INFORMAÇÃO REPETITIVA (SIR). Primeiro vem a curiosidade natural, depois ligo o meu alerta para o agendamento da mídia. Depois, se acontece minha constatação do espetáculo e confirmação do agendamento da “opinião pública”, já era, dancei… É vontade de vomitar de verdade. Sinto-me como a Cayce Pollard, de Reconhecimento de Padrões, com sua alergia a marcas globais.

Isso explica o que houve ontem, quando tentei ver a entrevista no Fantástico com o casal mais famoso do Brasil atualmente. Fiz isso mais pra ver como seria o comportamento do repórter do que pra saber o que os entrevistados tinham pra falar. Até pensei que seria o Pedro Bial o entrevistador, um especialista em BBB. Enfim, ao cabo dos primeiros 5 minutos corri ao banheiro e vomitei. Desliguei a TV e fui ler os quadrinhos do Adão Iturrusgarai pra dar uma neutralizada na sensação. De novo a SIR em seu estágio final.

Estou começando a achar que devo fazer às vezes da filósofa Marilena Chauí e ignorar a imprensa diária brasileira. Mas como não consigo essa “iluminação” (libertação), gostaria de ter um poder extra-sensorial, que unicamente filtrasse o que chega aos ouvidos e olhos a partir dos meios de comunicação de massa. Talvez um antídoto, uma vacina contra esta síndrome particular . Porque, é sério, eu passo mal de verdade com esse jornalismo horroroso. Será que eu posso processar o jornalismo por isso? rsrs.


O meu café de todo dia

03/04/2008

211_thumb.jpg

Os amigos e colegas de trabalho sabem que adoro café, tanto quanto a imprensa, que a cada semana publica novidades espetaculares sobre o consumo desta bebida.

Daí que uma recém-divulgada conclusão de pesquisa será minha resposta predileta, quando me perguntarem “não estás bebendo muito café?” . Isto ocorre geralmente no local de trabalho. Eu responderei: “de acordo com as últimas pesquisas, quando eu bebo café, protejo meu cérebro da demência”Parece ironia minha, mas não é. Espero que seja confiável o resultado desta pesquisa.