tecnologia da contemplação fúnebre

25/03/2008

Toda vez que eu vejo uma notícia de invenções que escaneiam a vida das pessoas lembro do filme (ruim) “Violação de privacidade”. Nestes dias, li que uma empresa japonesa criou uma espécie de santuário digital de mortos. Bom, parece que já tinham criado uma coisa com este objetivo na Holanda. Mas o projeto japonês é mais hi-tech. Se compreendi bem, trata-se de um túmulo com código de barras, que linka celulares (possuidores de uma senha) a uma página com um documentário sobre a vida do sujeito morto. Incrível a criatividade, mas i$to é muita quinquilharia. A lembrança dos mortos é natural, normal, mas a contemplação é desnecessária, não gosto mesmo.

Alimentação de paranóias de quem ama profiles de gente morta, roubos e tráficos de senhas, edições de informações encomendadas “ao gosto do freguês”, além dos parentes fofoqueiros etc. Pois é, já visualizei um roteiro de filme trash.

Por isso,  já contratei um “apagador de profiles”, se…  😉

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