Qual é o cheiro do mundo para você?

14/10/2009

O post abaixo provocou alvoroço nos amantes de comida cheirosa e saborosa! É interessante perceber como cheiros ficam presentes e invocam imagens, e imagens podem lembrar perfumes: alfazema lembra sempre a minha bisavó Antonia, cheiro de farinha láctea traz recordações da infância, uma foto da Lapa, bairro do Rio de Janeiro, me lembra cheiro de urina… Afinal, o mundo é um complexo de cheiros.  E talvez você já tenha percebido que além de diversas visões de mundo,  as pessoas também cheiram o mundo de maneira diferente.  Há algumas explicações sobre propriedades do olfato na matéria “Os mistérios do cheiro, escrita pela Maria Guimarães para a revista Pesquisa. Boa dica dada por ela em comentário do texto sobre o pato.


Uns neurônios ativos

16/10/2008

Se eu voltar aos bancos da faculdade, quero fazer algo que me leve às neurociências. Meu interesse surgiu durante uns meses em que acompanhei o cotidiano de um laboratório de neurociências, mas como estudante de jornalismo. Toda essa confissão só pra dizer como fico feliz ao ler notícias que mostram resultados promissores dessa área de pesquisa. A mais recente foi publicada na revista Nature ontem e diz que pesquisadores americanos conseguiram fazer com que macacos movessem músculos paralisados com a mente.Ou seja, sem o uso de braços robóticos ou coisa assim. E a gente pensa: se macacos conseguiram fazer isso, vai ser moleza para uma pessoa limitada que deseje muito voltar a andar, pegar coisas etc. Ou será que  subestimamos os peludos?

Para ler uma matéria em português, clique aqui.


Recordar é viver? ou… Esquecer é viver!

28/04/2008

Muita gente reclama que tem péssima memória. E nem sempre é verdade. Muitos dos que conheço lembram de coisas da infância com detalhes, mas esquecem de algumas bem mais recentes. Eu reclamo do excesso de lembranças, que, às vezes, se misturam e já não sei mais onde li, ouvi ou vi coisas.

A matéria de capa da revista Mente & Cérebro, edição de abril, reforça o pensamento do Dr. Ivan Izquierdo, que diz sempre que “mais importante do que lembrar é esquecer”. No texto “Esquecer para lembrar”, vários pesquisadores confirmam que precisamos esquecer de algumas coisas para lembrar de outras mais importantes. E, quando nos esquecemos de algo útil, o sistema está funcionando bem demais! Segundo os cientistas, as pessoas têm potencial de memória diferentes não porque teriam nascido com algo especial, mas porque desenvolveram aptidões diversas.

A matéria traz ainda uma lista de dicas “para não esquecer”: preste atenção no que faz, seja organizado, emocione-se (coisas ligadas a alguma forma de apelo emocional são mais lembradas), revise (algo como repetir o nome de alguém por 30 s após conhecê-lo).

E recorto um conselho de Jéssica Marshall (autora da matéria) para encarar os esquecimentos com bom humor:

[…]da próxima vez que você amaldiçoar a memória ao esquecer um nome, um compromisso ou o número do seu próprio telefone, lembre-se simplesmente de que seu cérebro está lhe fazendo um favor”.