A incerteza é nossa disciplina

05/06/2009

As notícias e conversas, hoje, nesta semana e nos últimos meses falam de hipóteses sobre o mercado financeiro, sobre o futuro dos jornais, sobre o motivo do desaparecimento do avião francês, sobre o aquecimento global etc. etc. Mais do mesmo. Especulação rende pauta, tanto quanto constatação, seja para o jornalismo noticioso ou só para uma fofoca breve.

“A lógica do cisne negro. O impacto do altamente improvável”, livro de Nassim Taleb,  que leio a conta-gotas, fala sobre a inutilidade de certas previsões baseadas no cotidiano. Com base nisso, podemos dizer que há muita conversa jogada fora sobre conjecturas postas em debate.  Diante de prioridades, leio devagar. Ainda estou na página 100 de umas 400, de modo que não posso falar muito sobre ele, apenas que foi difícil chegar até tal página..rs.

Na página 93, começam citações ao filósofo Karl Popper e o seu princípio da falseabilidade. Taleb diz que podemos aprender muito a partir de informações, mas não tanto quanto esperamos. Às vezes, um único dado pode ser muito significativo, enquanto uma coleção deles pode não ter sentido para um contexto. E Popper dizia que uma teoria científica nunca poderia ser provada como verdade, mas que poderia ser refutada, falseada. Apenas teremos certeza do que não é verdadeiro, mas nunca da verdade em si, da qual apenas chegaremos perto.

Sempre achei que Popper pertencia aos livros e às aulas de filosofia da ciência. Mas  acabei de perceber que ele é querido por escritores que falam de mercado!

Meu namorado leu  “Sobreviva na bolsa de valores”, de Maurício Hissa, e comentou que o autor também falava de falseabilidade. Eu fui ler a página 191 para me certificar: estava lá de uma maneira objetiva e resumida a teoria do filósofo austríaco. Pois é, jamais pensei em encontrar um pensamento sobre a validação do conhecimento científico em livros de negócios.

Fica valendo, para mim, a ideia do inesperado, que se confronta com os (meus) limites do conhecimento, hipóteses  e “achismos” comuns sobre qualquer coisa. Ou seja,  na dúvida, observe mais e fale menos.  Muitas vezes, a gente esquece disso.


Quero conversar com o meu computador

24/03/2008

Sim… especialmente porque passei o fim de semana – ainda estou – com o braço direito doendo. E tenho mil coisas pra digitar e clicar. Daí nos poucos clicks, achei isso publicado hoje.

“Era uma vontade esmagadora. Eu raramente vi tanta uniformidade quanto em pesquisas de opinião em que a gente perguntava qual é a tecnologia que você mais quer ver aparecer. Era sempre o reconhecimento da voz pelo computador. “Eu quero conversar com o meu computador, não quero ter que teclar, porque eu converso com outras pessoas”, diziam. É uma das ambições mais antigas.” fala o pesquisador-futurólogo da IBM, Jean Paul Jacob, em entrevista para a Folha Online.

Por enquanto, só teclando mesmo… e usando um creme para amenizar a dor no braço.