Nada de super humanos

09/10/2008

Um geneticista britânico afirmou que a humanidade chegou ao fim de sua evolução.

“[…] Ele sugeriu que o tipo de homens que encontramos no mundo hoje é o único que haverá – porque os seres humanos não ficarão mais fortes ou inteligentes ou saudáveis[…] Acredito que vão ocorrer mudanças, mas nossas mudanças não serão físicas, serão mentais”, afirmou Jones.” (G1- 09/10). Leia a matéria aqui

Apesar de sombria previsão, a gente ainda pode melhorar em alguma coisa…


O telefone celular morreu

04/09/2008

.:Um título catastrófico para indicar uma leitura? É uma homenagem ao jornalismo diário:.

Quem fala dessa morte é o pesquisador italiano Federico Casalegno (do Instituto de Tecnologia do Massachusetts) em uma entrevista curta publicada no Circuito Integrado sobre uso  dos celulares. Não é nenhuma novidade, mas confirma o que a gente comenta, faz e observa todos os dias.

FOLHA – Qual é o futuro dos telefones celulares?
CASALEGNO – Vou dizer algo provocativo, mas tenho certeza de que você vai entender: o telefone celular está morto. O celular, como nós o conhecíamos, não existe mais. Celulares são pré-históricos. Eles eram algo que se usava para fazer chamadas telefônicas, mas, atualmente, até os modelos básicos têm câmera, por exemplo. E, nos mais avançados, você pode navegar na internet, usar mensageiros instantâneos, brincar com jogos, criar vídeos. Então, basicamente, eles são máquinas computacionais portáteis. Com acesso a Wi-Fi, um navegador de capacidade completa… Eu acho que a tecnologia touchscreen é muito poderosa por ser intuitiva e amigável. Não posso prever o futuro, mas a tendência é que os celulares se comuniquem mais e mais com objetos. Há o Bluetooth, comunicação por campo de proximidade e celulares com radiotransmissores cada vez mais baratos, que permitem a você se comunicar em qualquer lugar. E, finalmente, você tem o GPS, a localização no ambiente urbano. A grande diferença entre essas máquinas computacionais e os computadores é que os últimos são basicamente feitos para calcular, para computar. Os celulares, que têm computação portátil, são objetos para se comunicar não só com amigos, mas com serviços, com a cidade, com o ambiente urbano, e assim por diante.

Para ler o resto da entrevista, clica aí: Celulares


Estupidez = longevidade

11/05/2008

Ironias “no ponto” sobre a ligação entre longevidade e inteligência foram publicadas pelo prof. Marcelo Gleiser, em sua coluna deste domingo, na Folha de S Paulo. Em uma análise sobre o futuro do planeta, ele compara dinossauros e homens:

[…]os dinossauros surgiram há 250 milhões de anos e sumiram há 50 milhões, viveram por mais ou menos 200 milhões anos. Nada mau, comparado ao nosso 1 milhão.

Se os dinossauros sobreviveram por tanto tempo, podemos supor duas coisas: ou eram muito mais inteligentes do que imaginamos ou inteligência não é necessariamente o caminho da seleção natural. […] Análises dos fósseis de dinossauros demonstram que não eram particularmente inteligentes. Suas caixas cranianas eram pequenas comparadas ao seu tamanho, e não há evidência de córtex frontal avantajado. Também não são encontrados artefatos junto aos ossos petrificados.

Se estamos aqui há menos de um milhão de anos, temos um grande desafio pela frente. Dado o que já fizemos com o nosso planeta, não é óbvio que iremos sobreviver por tanto tempo quanto os dinossauros. Se a inteligência leva ao domínio sobre as outras espécies e a um maior controle sobre as flutuações climáticas, ela cria novas ameaças. Talvez o segredo da longevidade dos dinossauros seja justamente a sua estupidez.

Pertinente demais a hipótese. É só olhar pro mundo.

Impossível não fazer alguma relação do pensamento de Gleiser com as idéias de Antoine, personagem principal do romance “Como me tornei estúpido”, de Martin Page. O cara, que era um intelectual, decidiu tornar-se um abestadalhado para ser aceito pela sociedade e, assim, viver melhor. Obviamente, uma super-crítica à vida urbana tomada por superficialidade e modinhas de todo tipo.

Será que uma vida de lagarto é melhor?