Empresa contesta pesquisa

13/05/2009

No mês passado, um vazamento de resíduos químicos provenientes do refinamento de bauxita pela empresa Alunorte, instalada em Barcarena-PA, contaminou  mais uma vez o rio Murucupi.  O resultado foi o aumento de mortandande da fauna aquática e  a tranformação da água em um líquido avermelhado.

O recém-publicado laudo do Instituto Evandro Chagas sobre a contaminação é contundente: “Afetou o meio ambiente de forma significativa. Os riscos existem para todos os seres vivos que têm relação com o rio, incluindo o homem”. Mas,  mais uma vez, a resposta contestadora da empresa é construída sobre uma deslizante redação de relações públicas: “as operações de beneficiamento da bauxita da Alunorte estão rigorosamente dentro dos padrões estabelecidos pela legislação ambiental (…) o acidente foi provocado por um fenômeno da natureza”.

Uso o discurso da empresa para perguntar: isso acontece porque   “a  obsessão pela preservação do meio ambiente é um dos valores da Alunorte”? ou   são seus  “Pequenos e grandes gestos que fazem de Barcarena um lugar melhor para se viver.”?

Quantas repetições de acidentes e laudos serão necessários para que os órgãos fiscalizadores tomem providências que protejam a comunidade?

=>Veja no  Quinta Emenda e no VioMundo mais sobre o laudo dos pesquisadores  e a resposta da Alunorte. E veja no Pérolas das assessorias, pérolas de outras assessorias.

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