Tolices da evolução

17/09/2009

Angeli

Outro dia, fiz um comentário em um blog que visito com regularidade e, sem querer, provoquei a ira de outra visitante [professora, fiquei sabendo depois], que googleou meu nome. Ela disse que havia procurado meu currículo, mas não tinha encontrado e perguntava quem eu achava que era para falar o que falei.  Achei engraçada a curiosidade da mulher, mas não dei confiança. Era um comentário cotidiano em um blog de assuntos diversos.  Para que a pessoa queria saber do meu currículo? Mas aí lembrei que o dono do blog, jornalista e meu amigo, me chamou de “doutora” no comentário. Talvez isso tenha alimentado a fúria da moça.Vai saber…

Na semana passada, deparei-me com atitude semelhante. Uma outra pessoa  me gongou por uma opinião que dei sobre cibercultura, que não é minha área de estudo, mas sobre a qual leio um pouco e me arrisco a dizer algumas coisas.  Foi algo como “por que você fala desse tema que não conhece a fundo?”. [uau! E eu me seguro pra não falar bobagens de qualquer jeito]. Hoje, vi outra situação da mesma categoria. Mas, desta vez, não foi comigo.[Ufa!]  Para desbancar um comentarista inquisidor, uma criatura descreveu toda sua vida acadêmica na caixinha de  comentários de um blog.

Gente, o que está havendo?  Torço para que estas reações cafonas à maneira  “pesquisador do fim do século XIX” não levem a gente a ter que apresentar currículo na plataforma Lattes para poder comentar em certos blogs ou sobre determinados assuntos.  Se não, vamos  ter que evoluir tudo de novo. (rs).

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Desejo de parecer rica e descolada

20/07/2009

Sempre que possível, dou uma olhada em blogs de moda e vestuário. Neste fim de semana, muitas meninas escreveram suas percepções sobre a coleção de Reinaldo Lourenço (estilista brasileiro chic) recém lançada pela C&A.  Algumas blogueiras e comentaristas disseram estar decepcionadas com os tecidos, com a qualidade do acabamento, com as cores etc. A peça mais cara custa 100 reais.  Eu fiquei pensando em quantas daquelas garotas  resmungonas já viram uma criação do moço de perto, ou, se teriam dinheiro pra comprar além do padrão de preço de uma loja de departamentos. Ou, pior,  se elas acreditavam que iam transferir peças da loja do estilista para a C&A. Ou estavam só malhando porque era a dita loja.

Na contra-mão das emburradinhas, a Mel, do blog “Deveria estar estudando!” (eu tb), pegou o mote da polêmica e escreveu  sobre a fantasia das criaturas que desejam aparecer, mas não pode ser com produto popular de etiqueta C&A, Renner ou Marisa, por exemplo.

No Brasil, chic é ter “marca”, a necessidade de ostentação é absurda, tanto que vemos por aí gente que se mata em prestações para comprar uma bolsa usada (e muitas vezes podreeeee) de site gringo…ah, mas é “de marca”!

Isso tudo me fez de lembrar  de uma experiência recente. Passava férias em Santarém, e, numa loja de malhas, avistei numa daquelas caixas de retalhos um tecido estampado com rascunhos de mangás. Achei super bacana. Comprei e levei para a Cirene, amiga  e costureira, fazer uma regata. Ficou linda, mas era só uma camisetinha com desenhos diferentes. As perguntas que vieram, depois que voltei à cidade grande (Vitória, na época):  ” deve ter sido uma fortuna na Ópera Rock!”; ” aposto que vc trouxe de uma loja descolada de São Paulo!”;  “É da Osklen?”  hahaha.  Eu respondia:

“Não. É made in Santarém, Pará. Paguei uns 15 reais no total”…  É bom ver as reações nessas horas de choque! A avidez por marcas e rótulos (de qualquer coisa) deixa muita gente cega.


Uma mensagem perigosa

14/03/2009

vejaperigo1

Imagem da caixa de entrada de e-mail com mensagem de divulgação da mais recente edição de Veja.

Título da mensagem: Veja: Camarada Obama.”

Alertas do Hotmail: “Essa mensagem foi bloqueada para sua segurança”. “Esta mensagem pode ser perigosa”. “Alerta de fraude”.

…Tenho que reconhecer que o Hotmail nunca foi tão verdadeiro…


O lugar-comum é uma anemia

29/05/2008

A falta de idéias, de horizontes e de experiência deixa as pessoas repetitivas. Pode ser até implicância minha, mas ultimamente tenho percebido o uso mais freqüente de chavões no jornalismo, na literatura, nas ruas e no meu local de trabalho. Ser clichezeiro é mostrar atualização? Absorver memes é sinal de “pós-modernidade”? rs. Não vou ser radical, porque alguns chavões são até bem divertidos (pela imagem que criam) como “caça às bruxas”, “dar com os burros n’água”, “tô passada” e “plantar idéias”. Mas não curto o uso exaustivo de clichês. Parece preguiça pura de pensar, de procurar novidades, de abrir a mente.

E nesse sentido, a rotina também é um clichê insuportável. Eu me sinto num domo formado de lugar-comum, onde semi-deuses diariamente repetem suas sentenças. Só as muito engraçadas valem à pena. Mas tudo certo, já diz o ditado “os incomodados que se retirem” e eu resolvi obedecer em parte. Vou ler uma lista gigante de chavões e expressões bizarras para finalmente me curar dessa ojeriza e passar a neutralizar as bobagens ditas em nome da pseudo- inteligência. #prontofalei!


Uma novidade com mais de 20 anos

09/04/2008

Uma notícia de hoje no portal G1Tecnologia/lançamento – conta que uma linda bonequinha bebê-que- gatinha vai ser lançada em julho no Japão. Das duas uma: o(a) jornalista tem 20 anos de idade; ou está fazendo merchandising. Falta de notícia para esta editoria não é mesmo. No início da década de 1980, tive uma bonequinha dessas. Fabricada pela Estrela, era movida à corda e cabia na palma da mão também. Clique nos links e compare as novidades.

UPDATE: o G1 consertou a matéria e colocou a informação de que a bonequinha é retrô. Eu li a matéria às 7 da manhã. E ela foi atualizada agora às 15: 33, como vcs podem conferir no link do site jornalístico.


Te dou um beliscão

06/03/2008

Tá na cara que o o Luiz Azenha copiou a idéia do cabeçalho do Karapanã para o site dele.(rs) Clica aqui pra ver.