Os excessos da mídia me enjoam

21/04/2008

A primeira vez que senti enjôo real ao ouvir falar de um assunto repetidamente foi ano passado. O tema popular era o filme Tropa de Elite. Todo mundo falava disso em todos os lugares. E eu sentia náuseas sempre que via ou ouvia algo sobre o fenômeno. Foi preciso ver o filme para me curar daquilo que já chamo de SÍNDROME DA INFORMAÇÃO REPETITIVA (SIR). Primeiro vem a curiosidade natural, depois ligo o meu alerta para o agendamento da mídia. Depois, se acontece minha constatação do espetáculo e confirmação do agendamento da “opinião pública”, já era, dancei… É vontade de vomitar de verdade. Sinto-me como a Cayce Pollard, de Reconhecimento de Padrões, com sua alergia a marcas globais.

Isso explica o que houve ontem, quando tentei ver a entrevista no Fantástico com o casal mais famoso do Brasil atualmente. Fiz isso mais pra ver como seria o comportamento do repórter do que pra saber o que os entrevistados tinham pra falar. Até pensei que seria o Pedro Bial o entrevistador, um especialista em BBB. Enfim, ao cabo dos primeiros 5 minutos corri ao banheiro e vomitei. Desliguei a TV e fui ler os quadrinhos do Adão Iturrusgarai pra dar uma neutralizada na sensação. De novo a SIR em seu estágio final.

Estou começando a achar que devo fazer às vezes da filósofa Marilena Chauí e ignorar a imprensa diária brasileira. Mas como não consigo essa “iluminação” (libertação), gostaria de ter um poder extra-sensorial, que unicamente filtrasse o que chega aos ouvidos e olhos a partir dos meios de comunicação de massa. Talvez um antídoto, uma vacina contra esta síndrome particular . Porque, é sério, eu passo mal de verdade com esse jornalismo horroroso. Será que eu posso processar o jornalismo por isso? rsrs.

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Sobre as escolas de jornalismo hoje

15/04/2008

Li este texto bem reflexivo do professor Carlos Castilho “Novas mídias e estudantes colocam o ensino do jornalismo diante de um duplo desafio”. Vejo aí boa parte do que tenho conversado com colegas e visto em sala de aula. Teria muita coisa para comentar imediatamente, não fosse uma pilha de trabalhos para ler. E é aqui que se encontra mais um nó nas escolas particulares. Cada dia mais alunos nas salas de aula e menos professores. Idéias X tempo X espaço X demanda X projetos particulares(ahn?)Xprojetos institucionais…. Bom, vou ali terminar com a pilha…


Uma novidade com mais de 20 anos

09/04/2008

Uma notícia de hoje no portal G1Tecnologia/lançamento – conta que uma linda bonequinha bebê-que- gatinha vai ser lançada em julho no Japão. Das duas uma: o(a) jornalista tem 20 anos de idade; ou está fazendo merchandising. Falta de notícia para esta editoria não é mesmo. No início da década de 1980, tive uma bonequinha dessas. Fabricada pela Estrela, era movida à corda e cabia na palma da mão também. Clique nos links e compare as novidades.

UPDATE: o G1 consertou a matéria e colocou a informação de que a bonequinha é retrô. Eu li a matéria às 7 da manhã. E ela foi atualizada agora às 15: 33, como vcs podem conferir no link do site jornalístico.


O que me leva a ler um jornal impresso?

27/03/2008

Depois que li este post de Ryan Sholin, pensei rapidamente que motivos eu teria para ler um jornal impresso. E daí que percebi que são poucos:

1) Quando viajo para um lugar novo e quero conhecer o “material jornalístico” do lugar;
2) Quando estou em avião e ônibus e me oferecem um exemplar-cortesia;
3) Quando preciso usar algo na sala de aula, que só tem no jornal impresso;
4) Quando estou em uma cidade no interior com dificuldade de acesso à internet e televisão;
5) Quando o jornal local publica um caderno especial com algum assunto que me interessa;
e
6) Quando meus colegas de trabalho fazem “sessão risada” das fotos das colunas sociais (mas isso não é leitura… claro).

É verdade, quase não leio mais jornal diário em papel. Havia uma época que eu precisava ver ao menos a capa todos os dias. Mas nem percebi quando deixei de fazer isso. Nem senti falta.


Te dou um beliscão

06/03/2008

Tá na cara que o o Luiz Azenha copiou a idéia do cabeçalho do Karapanã para o site dele.(rs) Clica aqui pra ver.


Sobre lobos e lobos

04/03/2008

Demorei alguns dias para postar a nota da redação do jornal A Gazeta(ES), de 24 de fevereiro, que fala de ataques que o jornalismo tradicional tem sofrido. Alguns algozes são outros jornalistas “das antigas”, mas que usam bem um blog. Achei que seria besteira reproduzir a nota que contém mágoa em um discurso corporativista da “velha” mídia. Mas há uma boa discussão rolando por aí, então aproveito para participar: está aqui a nota. Dá pra perceber um certo ar angelical nas últimas frases do texto, não?

Para não perder a oportunidade, entenda porque o Luis Nassif, um dos carrascos citados na nota de redação, é um profissional que merece respeito: clique aqui.


A selva no jornal nacional

28/02/2008

É esse tipo de matéria super completa que faz um lugar como Belém-Pará parecer uma vila perdida no meio da selva amazônica. Veja a notícia singela e esclarecedora do G1-> aqui.

Tá, a cidade parece Nova Déli (né, Juca?), mas aí é outro papo.