Flying saucers

03/08/2008

Uma das leituras de férias foi o “-sse”, livro de contos de Erly Vieira Jr, colega capixaba cheio de talentos. Vários textos possuem semelhanças com situações que vivi. Mas uma passagem do texto “Vez por outra” me fez lembrar de uma época aterrorizantemente sensacional da minha infância no Pará:

“[…] de London, London só decorei o refrão. Achava linda a expressão flying saucers. Mas morria de medo quanto tinha reportagem no Fantástico sobre extraterrestres, caso Roswell, meteoro da União Anestésica. Vez por outra saía correndo da sala e me escondia debaixo do edredom até o programa terminar. Tremicerrado, lábios crispados”.

Eu também gosto do som de “flying saucers”. Mas também tinha um medo danado de ETs. Ao ler o trecho, recordei do final da década de 70, quando eu tinha menos de 10 anos e ouvi falar pela primeira vez nos discos voadores de Colares-PA.  Eu morava em Santarém, bem longe de Colares, mas por lá também se falava do fenômeno chupa-chupa (que era como a população chamava). Contavam os ribeirinhos  que um “aparelho voador” aparecia e jogava neles uma luz forte que os deixava fracos e doentes. Gente, eu passava noites imaginando que uma hora aquilo ia acontecer comigo, que eu ia ser sugada pelo telhado da minha casa.Toda noite era a mesma coisa, o mesmo medo. O bicho-papão da minha infância era um ET vestido de branco…

Depois, na adolescência, o medo se transformou em interesse, comprei livros, guardava recortes de revistas. Mais tarde, morando em Belém-PA, soube que esse momento da história paraense foi marcante para o estudo dos UFOS no Brasil.  A investigação oficial foi chamada de Operação Prato pela Força Aérea Brasileira. Tudo é um grande mistério até hoje.

No YouTube há dois videodocumentários sobre o assunto:

1- Operação Prato (o caso Roswell brasileiro)- exibido pelo History Channel.

2- Chupa-chupa: a história que veio do céu – exibido pela série DOC TV – da TV Cultura.

Hoje não tenho tanto medo de ETS (rs), nem coleciono informações, mas ainda me interesso por algum caso novo. Curiosidade apenas.

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Consumo e cultura

11/06/2008

Ando mergulhada em papéis. É o fim do semestre. Por isso estou bem ausente do mundo online… snif. Mas comecei a ler agora (e indico) a edição deste mês da revista Comciência sobre CONSUMO -> Clica aqui


Ensino show e professor animador!

30/05/2008

Em Portugal, como aqui, os alunos desejam shows e atores em vez aulas e professores. Olhe o vídeo humorístico super legal que fizeram lá sobre isso. A dica veio do blog De Rerum Natura.

Para ver, clica aqui ->: Ensino show


Eu preciso de uns chips

26/05/2008

Hans Moravec, em texto publicado na Scientific American Brasil – Robôs, diz que daqui a 10 anos os implantes neuronais poderão melhorar muito a memória humana, assim como a capacidade de pensar e de perceber o mundo. E em 20 anos, se quisermos, aboliremos o telefone, pois será possível ir com um amigo a um jogo virtual de futebol aparentemente muito real.  Já pra 2040, ele acredita que haverá máquinas tão inteligentes quanto o homem.

É super fantástico tudo isso! Se as hipóteses forem consumadas, mudariam mais ainda as formas de ir a escola (especialmente para salas de aulas gigantes), fazer entrevistas coletivas com um bando de gente louca seria bem mais tranquilo, e a perda de tempo com consultas médicas básicas nem se fala  etc etc. Viajei mais em possibilidades…Mas, eu espero com ansiedade para hoje a evolução e o barateamento dos implantes neuronais p/ melhorar memória e  capacidade de pensar. Queria pra mim e mais “uma dúzia” pra disponibilizar para os outros, tipo remedinho pra dor de cabeça.


Recordar é viver? ou… Esquecer é viver!

28/04/2008

Muita gente reclama que tem péssima memória. E nem sempre é verdade. Muitos dos que conheço lembram de coisas da infância com detalhes, mas esquecem de algumas bem mais recentes. Eu reclamo do excesso de lembranças, que, às vezes, se misturam e já não sei mais onde li, ouvi ou vi coisas.

A matéria de capa da revista Mente & Cérebro, edição de abril, reforça o pensamento do Dr. Ivan Izquierdo, que diz sempre que “mais importante do que lembrar é esquecer”. No texto “Esquecer para lembrar”, vários pesquisadores confirmam que precisamos esquecer de algumas coisas para lembrar de outras mais importantes. E, quando nos esquecemos de algo útil, o sistema está funcionando bem demais! Segundo os cientistas, as pessoas têm potencial de memória diferentes não porque teriam nascido com algo especial, mas porque desenvolveram aptidões diversas.

A matéria traz ainda uma lista de dicas “para não esquecer”: preste atenção no que faz, seja organizado, emocione-se (coisas ligadas a alguma forma de apelo emocional são mais lembradas), revise (algo como repetir o nome de alguém por 30 s após conhecê-lo).

E recorto um conselho de Jéssica Marshall (autora da matéria) para encarar os esquecimentos com bom humor:

[…]da próxima vez que você amaldiçoar a memória ao esquecer um nome, um compromisso ou o número do seu próprio telefone, lembre-se simplesmente de que seu cérebro está lhe fazendo um favor”.


O meu café de todo dia

03/04/2008

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Os amigos e colegas de trabalho sabem que adoro café, tanto quanto a imprensa, que a cada semana publica novidades espetaculares sobre o consumo desta bebida.

Daí que uma recém-divulgada conclusão de pesquisa será minha resposta predileta, quando me perguntarem “não estás bebendo muito café?” . Isto ocorre geralmente no local de trabalho. Eu responderei: “de acordo com as últimas pesquisas, quando eu bebo café, protejo meu cérebro da demência”Parece ironia minha, mas não é. Espero que seja confiável o resultado desta pesquisa.


O que me leva a ler um jornal impresso?

27/03/2008

Depois que li este post de Ryan Sholin, pensei rapidamente que motivos eu teria para ler um jornal impresso. E daí que percebi que são poucos:

1) Quando viajo para um lugar novo e quero conhecer o “material jornalístico” do lugar;
2) Quando estou em avião e ônibus e me oferecem um exemplar-cortesia;
3) Quando preciso usar algo na sala de aula, que só tem no jornal impresso;
4) Quando estou em uma cidade no interior com dificuldade de acesso à internet e televisão;
5) Quando o jornal local publica um caderno especial com algum assunto que me interessa;
e
6) Quando meus colegas de trabalho fazem “sessão risada” das fotos das colunas sociais (mas isso não é leitura… claro).

É verdade, quase não leio mais jornal diário em papel. Havia uma época que eu precisava ver ao menos a capa todos os dias. Mas nem percebi quando deixei de fazer isso. Nem senti falta.