A genealogia dos gatos

22/06/2009
aimee e lara

Lara e Aimée - minhas fofoletes

Para quem tem amigos felinos, recomendo a leitura da reportagem A longa (e incompleta) domesticação do gato, publicada na revista Scientific American Brasil, de julho/2009.

“Às vezes, ele é alheio ou carinhoso; outras, sereno ou arisco; ou ainda, encantador ou irritante. Entretanto, apesar da natureza volúvel, o gato doméstico é o animal de estimação mais popular do mundo. Um terço dos lares americanos tem felinos, e mais de 600 milhões de gatos vivem entre os homens em todo o mundo. Mesmo assim, por mais familiares que esses animais sejam, é difícil comprovar totalmente suas origens. Enquanto outros animais selvagens foram domesticados devido ao leite, à carne, à lã ou ao trabalho, os gatos não contribuem praticamente em nada para as ações humanas em termos de sustento ou trabalho. Como, então, se tornaram tão comuns em nossos lares?”

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Coisas que fazem bem à cabeça

11/06/2009

Uma pesquisa recém-divulgada dá a receita de alimentos para turbinar o cérebro e  melhorar o desempenho cognitivo: “Um cálice de vinho tinto à refeição, um pedacinho de chocolate amargo na sobremesa e um chá verde antes de sair da mesa.” Perfeito para quem gosta dos três itens!

Acrescento mais elementos ao combo: boas leituras, músicas diversas (ouço techno-brega, uma vez ou outra!), bichos de estimação,  gente leal e um lugar bacana para viver.  Talvez tenha esquecido algo.  Vou ali tomar um café!

Trilha sonora do post: Without You I’m Nothing – Placebo e David Bowie.  Porque música boa não significa letra e melodia alegre, né?

Leia também: Doze dicas científicas para potencializar o seu cérebro


A incerteza é nossa disciplina

05/06/2009

As notícias e conversas, hoje, nesta semana e nos últimos meses falam de hipóteses sobre o mercado financeiro, sobre o futuro dos jornais, sobre o motivo do desaparecimento do avião francês, sobre o aquecimento global etc. etc. Mais do mesmo. Especulação rende pauta, tanto quanto constatação, seja para o jornalismo noticioso ou só para uma fofoca breve.

“A lógica do cisne negro. O impacto do altamente improvável”, livro de Nassim Taleb,  que leio a conta-gotas, fala sobre a inutilidade de certas previsões baseadas no cotidiano. Com base nisso, podemos dizer que há muita conversa jogada fora sobre conjecturas postas em debate.  Diante de prioridades, leio devagar. Ainda estou na página 100 de umas 400, de modo que não posso falar muito sobre ele, apenas que foi difícil chegar até tal página..rs.

Na página 93, começam citações ao filósofo Karl Popper e o seu princípio da falseabilidade. Taleb diz que podemos aprender muito a partir de informações, mas não tanto quanto esperamos. Às vezes, um único dado pode ser muito significativo, enquanto uma coleção deles pode não ter sentido para um contexto. E Popper dizia que uma teoria científica nunca poderia ser provada como verdade, mas que poderia ser refutada, falseada. Apenas teremos certeza do que não é verdadeiro, mas nunca da verdade em si, da qual apenas chegaremos perto.

Sempre achei que Popper pertencia aos livros e às aulas de filosofia da ciência. Mas  acabei de perceber que ele é querido por escritores que falam de mercado!

Meu namorado leu  “Sobreviva na bolsa de valores”, de Maurício Hissa, e comentou que o autor também falava de falseabilidade. Eu fui ler a página 191 para me certificar: estava lá de uma maneira objetiva e resumida a teoria do filósofo austríaco. Pois é, jamais pensei em encontrar um pensamento sobre a validação do conhecimento científico em livros de negócios.

Fica valendo, para mim, a ideia do inesperado, que se confronta com os (meus) limites do conhecimento, hipóteses  e “achismos” comuns sobre qualquer coisa. Ou seja,  na dúvida, observe mais e fale menos.  Muitas vezes, a gente esquece disso.