Paralelo aos 200 anos de Darwin

adao16022009

“É espantoso quando a “sabedoria madura” parece estar cansada demais”, anotou Lazarus Long em seu caderno. Dizem que as pessoas vão ficando velhas e mais sábias. Ou que cristalizam pormenores. Acredito e tento ver os avanços em mim e  nos outros. Mas há gente que continua agindo da mesma maneira cabeçuda sempre. Algumas espécies de gente desse tipo:

-Há pessoas que casam ou começam a namorar e desaparecem da face da terra. E só reaparecem quando o namoro acaba ou o casamento entra em crise.

-Há quem mergulhe no trabalho, passe madrugadas fazendo tarefas, entregando-se exageradamente à empresa e esqueça o resto do mundo. Um dia, o telefone toca e é a criatura dizendo que está com estafa, doente ou foi demitida.

-Há os paranóicos que sempre encontram alguém no novo trabalho que deseja “puxar o tapete” deles.
-E há muitos outros, mas os mais lamentáveis são aqueles que, assumindo uma posição “melhor”, acreditam que são fantátiscos e que todos  devem render homenagem a eles.

Quando um amigo seu se transforma nessa última espécie, você fica assustado? Eu fiquei. Mas deixei-os entregues à autofagia.

As pessoas mudam com a maturidade, nem sempre evoluem. Mas há os que se aperfeiçoam em suas boas habilidades de ser humano e isso deixa o ambiente mais habitável.

5 respostas para Paralelo aos 200 anos de Darwin

  1. Samuel Lima disse:

    Ale, querida!

    O texto, entre o preciso e o provocante, me fez lembrar Gastón Bachelard que dizia que o homem, em sua segunda metade de vida, em geral passa a negar tudo aquilo que o moveu anteriormente, mergulha no conservadorismo, na mesmice.

    A idéia de maturidade está ligada à sensibilidade e ao conhecimento, inerentes à idade cronológica. Para nossa geração (na ilharga dos 50 anos), talvez seja o caso de encarar a “segunda metade” com sabedoria. Envelhecer com dignidade é uma arte para poucos… Beijos no teu coração, com saudades!

    Samuca

  2. Hermes disse:

    Nada como ver um bom filme: O Leitor. Pra refletir!

  3. adriamaral disse:

    aiaiai conheço bem essas figuras…

  4. Milton Toshiba disse:

    Com amigo desses acho melhor ter um inimigo assumido.
    Bom carnaval
    bjs

  5. Marco disse:

    A segunda metade da vida é uma merda, tanto quanto a primeira. São diferentes, apenas. Se os dons emergem, o mesmo acontece com a podridão. Talvez, na segunda metade, estejamos mais escorregadios e saibamos esconder melhor o fedor que sai da gente.
    Mas com sabonete ou não, bom mesmo é estar vivo. Na primeira, na segunda, quarto por quarto, até o fim.
    Isso sim é fantástico.

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