O que é o Twitter para a inteligência dos EUA

27/10/2008

A notícia esdrúxula desta manhã de segunda-feira é: Twitter é potencial arma para terroristas, diz Exército dos EUA

De onde destaco o trecho muito didático:

“O Twitter também se tornou uma ferramenta de ativismo social para socialistas, grupos de direitos humanos, comunistas, vegetarianos, anarquistas, comunidades religiosas, ateus, entusiastas políticos, hacktivistas (contração das palavras “hacker” e “ativista”) e outros, para se comunicar e mandar mensagens para grandes audiências”.

A lógica desse conjunto de grupos apresentado pelo documento do Exército lembrou-me uma certa enciclopédia chinesa – citada por Jorge Luis Borges – que classifica as espécies de animais assim:

“a) pertencentes ao imperador, b) embalsamados, c) domesticados, d) leitões, e) sereias, f) fabulosos, g) cães em liberdade, h) incluídos na presente classificação, i) que se agitam como loucos, j) inumeráveis, k) desenhados com um pincel muito fino de pêlo de camelo, l) et cetera, m) que acabam de quebrar a bilha, n) que de longe parecem moscas” (Borges em Outras Inquisições)

Ou seja, uma lógica muito particular.

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Voto nulo? branco? jamais?

23/10/2008

Para o cidadão que mora em cidade com segundo turno, insatisfeito com os candidatos que restaram, mas  não sustenta anular ou votar em branco, achei uma dica sensacional para guiá-lo nesse momento doloroso.

“Se você fizer parte de uma sociedade que vota, então vote. Pode não haver nenhum candidato e nenhuma medida a favor dos quais você queira votar… mas é certo haver ambos contra os quais você queira votar. Em caso de dúvida, vote contra. Por essas regras, poucas vezes você errará.

“Se isso for irracional para o seu gosto, consulte algum tolo bem intencionado (sempre há um por perto) e peça conselho a ele. Depois vote no sentido contrário. Isto lhe permitirá ser um bom cidadão (se for esse o seu desejo) sem despender a enorme quantidade de tempo que o exercício da cidadania verdadeiramente inteligente exige.”   (notas de Lazarus Long, em Amor sem limites, de Robert Heinlein)

Jamais votei em branco, mas já anulei. Das próximas vezes que estiver entre a cruz e a espada, vou votar “contra”, conforme o sábio Lazarus.

PS. Este post é uma homenagem ao meu amigo Juca, que está numa sinuca de bico, em Belém, onde os candidatos que sobraram têm uma lista enorme de coisas contra.


Uns neurônios ativos

16/10/2008

Se eu voltar aos bancos da faculdade, quero fazer algo que me leve às neurociências. Meu interesse surgiu durante uns meses em que acompanhei o cotidiano de um laboratório de neurociências, mas como estudante de jornalismo. Toda essa confissão só pra dizer como fico feliz ao ler notícias que mostram resultados promissores dessa área de pesquisa. A mais recente foi publicada na revista Nature ontem e diz que pesquisadores americanos conseguiram fazer com que macacos movessem músculos paralisados com a mente.Ou seja, sem o uso de braços robóticos ou coisa assim. E a gente pensa: se macacos conseguiram fazer isso, vai ser moleza para uma pessoa limitada que deseje muito voltar a andar, pegar coisas etc. Ou será que  subestimamos os peludos?

Para ler uma matéria em português, clique aqui.


Nada de super humanos

09/10/2008

Um geneticista britânico afirmou que a humanidade chegou ao fim de sua evolução.

“[…] Ele sugeriu que o tipo de homens que encontramos no mundo hoje é o único que haverá – porque os seres humanos não ficarão mais fortes ou inteligentes ou saudáveis[…] Acredito que vão ocorrer mudanças, mas nossas mudanças não serão físicas, serão mentais”, afirmou Jones.” (G1- 09/10). Leia a matéria aqui

Apesar de sombria previsão, a gente ainda pode melhorar em alguma coisa…