Estupidez = longevidade

Ironias “no ponto” sobre a ligação entre longevidade e inteligência foram publicadas pelo prof. Marcelo Gleiser, em sua coluna deste domingo, na Folha de S Paulo. Em uma análise sobre o futuro do planeta, ele compara dinossauros e homens:

[…]os dinossauros surgiram há 250 milhões de anos e sumiram há 50 milhões, viveram por mais ou menos 200 milhões anos. Nada mau, comparado ao nosso 1 milhão.

Se os dinossauros sobreviveram por tanto tempo, podemos supor duas coisas: ou eram muito mais inteligentes do que imaginamos ou inteligência não é necessariamente o caminho da seleção natural. […] Análises dos fósseis de dinossauros demonstram que não eram particularmente inteligentes. Suas caixas cranianas eram pequenas comparadas ao seu tamanho, e não há evidência de córtex frontal avantajado. Também não são encontrados artefatos junto aos ossos petrificados.

Se estamos aqui há menos de um milhão de anos, temos um grande desafio pela frente. Dado o que já fizemos com o nosso planeta, não é óbvio que iremos sobreviver por tanto tempo quanto os dinossauros. Se a inteligência leva ao domínio sobre as outras espécies e a um maior controle sobre as flutuações climáticas, ela cria novas ameaças. Talvez o segredo da longevidade dos dinossauros seja justamente a sua estupidez.

Pertinente demais a hipótese. É só olhar pro mundo.

Impossível não fazer alguma relação do pensamento de Gleiser com as idéias de Antoine, personagem principal do romance “Como me tornei estúpido”, de Martin Page. O cara, que era um intelectual, decidiu tornar-se um abestadalhado para ser aceito pela sociedade e, assim, viver melhor. Obviamente, uma super-crítica à vida urbana tomada por superficialidade e modinhas de todo tipo.

Será que uma vida de lagarto é melhor?

5 respostas para Estupidez = longevidade

  1. A estupidez não nos deixa ver…
    🙂

  2. Nara Santana disse:

    Oi, ói eu aqui!! rs.rs.rs
    Eu particularmente, gosto de ser aceita, mas dentro dos limites do suportável. Mas, devo admitir que às vezes, ignorar é uma benção. bjs,

  3. hanny disse:

    cypher: ignorance is bliss

  4. Hermes disse:

    Concordo plenamente. O melhor exemplo que tenho são os meus chefes, sim plural…pois nao há local para se ter mais chefe que ambiente policial…tem chefe que já passou dez anos do prazo de se aposentar, repito dez anos…ou seja, tá lá porque não trabalha somente dando ordens e o que é pior esperando…sempre oportunidades para fazer o que bem entender com o dinheiro publico.
    Tem uma cena no filme tropa de elite que o um chefe diz para o coadjunvante “faça-me rir, que o faço rir”, isto se aplica no meu dia-a-dia . Deve-se ter muito jogo de cintura para se sobreviver…aqui ninguem, por exemplo pode falar que esta com viagem marcada para as proximas ferias, se souberem transferem as ferias por maldade ou esperando “fazê-los rir”. De modo geral os serviços públicos somente vao melhorar qdo todos os funcionarios forem admitidos mediante concurso. Todo mal daqui sao aqueles que entraram pela janela, antes da constituição de 1988.

  5. juca disse:

    rsrsrs…já estou procurando a minha pele de jacurarú (um dos muitos nomes de lagartos da região Norte)
    b

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