Ensino show e professor animador!

30/05/2008

Em Portugal, como aqui, os alunos desejam shows e atores em vez aulas e professores. Olhe o vídeo humorístico super legal que fizeram lá sobre isso. A dica veio do blog De Rerum Natura.

Para ver, clica aqui ->: Ensino show


O lugar-comum é uma anemia

29/05/2008

A falta de idéias, de horizontes e de experiência deixa as pessoas repetitivas. Pode ser até implicância minha, mas ultimamente tenho percebido o uso mais freqüente de chavões no jornalismo, na literatura, nas ruas e no meu local de trabalho. Ser clichezeiro é mostrar atualização? Absorver memes é sinal de “pós-modernidade”? rs. Não vou ser radical, porque alguns chavões são até bem divertidos (pela imagem que criam) como “caça às bruxas”, “dar com os burros n’água”, “tô passada” e “plantar idéias”. Mas não curto o uso exaustivo de clichês. Parece preguiça pura de pensar, de procurar novidades, de abrir a mente.

E nesse sentido, a rotina também é um clichê insuportável. Eu me sinto num domo formado de lugar-comum, onde semi-deuses diariamente repetem suas sentenças. Só as muito engraçadas valem à pena. Mas tudo certo, já diz o ditado “os incomodados que se retirem” e eu resolvi obedecer em parte. Vou ler uma lista gigante de chavões e expressões bizarras para finalmente me curar dessa ojeriza e passar a neutralizar as bobagens ditas em nome da pseudo- inteligência. #prontofalei!


Eu preciso de uns chips

26/05/2008

Hans Moravec, em texto publicado na Scientific American Brasil – Robôs, diz que daqui a 10 anos os implantes neuronais poderão melhorar muito a memória humana, assim como a capacidade de pensar e de perceber o mundo. E em 20 anos, se quisermos, aboliremos o telefone, pois será possível ir com um amigo a um jogo virtual de futebol aparentemente muito real.  Já pra 2040, ele acredita que haverá máquinas tão inteligentes quanto o homem.

É super fantástico tudo isso! Se as hipóteses forem consumadas, mudariam mais ainda as formas de ir a escola (especialmente para salas de aulas gigantes), fazer entrevistas coletivas com um bando de gente louca seria bem mais tranquilo, e a perda de tempo com consultas médicas básicas nem se fala  etc etc. Viajei mais em possibilidades…Mas, eu espero com ansiedade para hoje a evolução e o barateamento dos implantes neuronais p/ melhorar memória e  capacidade de pensar. Queria pra mim e mais “uma dúzia” pra disponibilizar para os outros, tipo remedinho pra dor de cabeça.


para os exagerados e falastrões!

26/05/2008


Trilha para um road movie

15/05/2008

on borderland we run/and still we run/we run and don’t look back.A sort of homecoming – U2


Estupidez = longevidade

11/05/2008

Ironias “no ponto” sobre a ligação entre longevidade e inteligência foram publicadas pelo prof. Marcelo Gleiser, em sua coluna deste domingo, na Folha de S Paulo. Em uma análise sobre o futuro do planeta, ele compara dinossauros e homens:

[…]os dinossauros surgiram há 250 milhões de anos e sumiram há 50 milhões, viveram por mais ou menos 200 milhões anos. Nada mau, comparado ao nosso 1 milhão.

Se os dinossauros sobreviveram por tanto tempo, podemos supor duas coisas: ou eram muito mais inteligentes do que imaginamos ou inteligência não é necessariamente o caminho da seleção natural. […] Análises dos fósseis de dinossauros demonstram que não eram particularmente inteligentes. Suas caixas cranianas eram pequenas comparadas ao seu tamanho, e não há evidência de córtex frontal avantajado. Também não são encontrados artefatos junto aos ossos petrificados.

Se estamos aqui há menos de um milhão de anos, temos um grande desafio pela frente. Dado o que já fizemos com o nosso planeta, não é óbvio que iremos sobreviver por tanto tempo quanto os dinossauros. Se a inteligência leva ao domínio sobre as outras espécies e a um maior controle sobre as flutuações climáticas, ela cria novas ameaças. Talvez o segredo da longevidade dos dinossauros seja justamente a sua estupidez.

Pertinente demais a hipótese. É só olhar pro mundo.

Impossível não fazer alguma relação do pensamento de Gleiser com as idéias de Antoine, personagem principal do romance “Como me tornei estúpido”, de Martin Page. O cara, que era um intelectual, decidiu tornar-se um abestadalhado para ser aceito pela sociedade e, assim, viver melhor. Obviamente, uma super-crítica à vida urbana tomada por superficialidade e modinhas de todo tipo.

Será que uma vida de lagarto é melhor?