Os excessos da mídia me enjoam

A primeira vez que senti enjôo real ao ouvir falar de um assunto repetidamente foi ano passado. O tema popular era o filme Tropa de Elite. Todo mundo falava disso em todos os lugares. E eu sentia náuseas sempre que via ou ouvia algo sobre o fenômeno. Foi preciso ver o filme para me curar daquilo que já chamo de SÍNDROME DA INFORMAÇÃO REPETITIVA (SIR). Primeiro vem a curiosidade natural, depois ligo o meu alerta para o agendamento da mídia. Depois, se acontece minha constatação do espetáculo e confirmação do agendamento da “opinião pública”, já era, dancei… É vontade de vomitar de verdade. Sinto-me como a Cayce Pollard, de Reconhecimento de Padrões, com sua alergia a marcas globais.

Isso explica o que houve ontem, quando tentei ver a entrevista no Fantástico com o casal mais famoso do Brasil atualmente. Fiz isso mais pra ver como seria o comportamento do repórter do que pra saber o que os entrevistados tinham pra falar. Até pensei que seria o Pedro Bial o entrevistador, um especialista em BBB. Enfim, ao cabo dos primeiros 5 minutos corri ao banheiro e vomitei. Desliguei a TV e fui ler os quadrinhos do Adão Iturrusgarai pra dar uma neutralizada na sensação. De novo a SIR em seu estágio final.

Estou começando a achar que devo fazer às vezes da filósofa Marilena Chauí e ignorar a imprensa diária brasileira. Mas como não consigo essa “iluminação” (libertação), gostaria de ter um poder extra-sensorial, que unicamente filtrasse o que chega aos ouvidos e olhos a partir dos meios de comunicação de massa. Talvez um antídoto, uma vacina contra esta síndrome particular . Porque, é sério, eu passo mal de verdade com esse jornalismo horroroso. Será que eu posso processar o jornalismo por isso? rsrs.

3 respostas para Os excessos da mídia me enjoam

  1. Grazielly disse:

    Uma amiga minha da Ufes está fazendo seu TCC justamente sobre isso. Achei o assunto interessante pra uma pesquisa. Isabella está mais famosa do que os artistas da Globo, ultimamente! hehehe
    bjus

  2. Hermes disse:

    Olha o inconsciente coletivo. Quando a maioria encontra-se voltada para uma coisa…é fogo. A pessoa tende de alguma forma a fala sobre aquilo, procuro evitar, mas como professor secundarista…é difícil (os alunos pedem opiniao, professor deve falar algo embora que da area de ciencias os professores tendem a falar menos) e o pior como tambem profissional da area de segurança fica mais dificil ainda (todos, isto inclui até aquela pessoa que somente ouviu falar que eu trabalho numa area e coisa e tal, é um saco, querem a opiniao do que é…obvio). Por outro lado o caso de Isabela estar em evidencia, acredito que é porque eles, os indiciados, nao confessaram e a população, o inconsciente coletivo, não estar acostumado a casos onde a prova técnica indica o culpado. Por outro lado é bom que a pericia esteja em evidencia e figurinhas tarimbadas que vejo de dois em dois anos nos congressos aparecerem na televisão tanto os SP (responsaveis pelo caso), como aqueles que vao aos programas de auditorio, sob outro angulo não queria estar na pele dos paulistas…Ufa… de quem é mesmo este blog?

  3. Wolf disse:

    Eu acho engraçado quando o jornalista pergunta dizendo a resposta, e o entrevistado responde dizendo exatamente o que o jornalista perguntou. Algo como: “- O que está achando deste evento maravilhoso?” e vem o “- Ah, estou achando maravilhoso”. Sabe?

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