Recordar é viver? ou… Esquecer é viver!

28/04/2008

Muita gente reclama que tem péssima memória. E nem sempre é verdade. Muitos dos que conheço lembram de coisas da infância com detalhes, mas esquecem de algumas bem mais recentes. Eu reclamo do excesso de lembranças, que, às vezes, se misturam e já não sei mais onde li, ouvi ou vi coisas.

A matéria de capa da revista Mente & Cérebro, edição de abril, reforça o pensamento do Dr. Ivan Izquierdo, que diz sempre que “mais importante do que lembrar é esquecer”. No texto “Esquecer para lembrar”, vários pesquisadores confirmam que precisamos esquecer de algumas coisas para lembrar de outras mais importantes. E, quando nos esquecemos de algo útil, o sistema está funcionando bem demais! Segundo os cientistas, as pessoas têm potencial de memória diferentes não porque teriam nascido com algo especial, mas porque desenvolveram aptidões diversas.

A matéria traz ainda uma lista de dicas “para não esquecer”: preste atenção no que faz, seja organizado, emocione-se (coisas ligadas a alguma forma de apelo emocional são mais lembradas), revise (algo como repetir o nome de alguém por 30 s após conhecê-lo).

E recorto um conselho de Jéssica Marshall (autora da matéria) para encarar os esquecimentos com bom humor:

[…]da próxima vez que você amaldiçoar a memória ao esquecer um nome, um compromisso ou o número do seu próprio telefone, lembre-se simplesmente de que seu cérebro está lhe fazendo um favor”.

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Jogo da velha

22/04/2008

Niquel Nausea

Uma tirinha vintage do Fernando Gonsales é um parâmetro para medir o humor. Se ainda dá pra rir desta, então, quer dizer que “tá tudo bem”.rs. O Níquel Náusea é politicamente incorreto. E eu curto estes absurdos.


Para que servem os jornalistas e o jornalismo?

21/04/2008

Não estou querendo alimentar nenhuma polêmica sobre quem pode ser jornalista… Apenas aproveito para repassar a dica do professor Antonio Granado (via Twitter) sobre a publicação da entrevista com Jeff Jarvis, jornalista americano especialista em internet, hoje no jornal “O Público”, de Portugal. Entre outras coisas, Jarvis diz

[…]o que é o jornalismo, quem é um jornalista? Acho que é um erro definir o jornalismo com base em quem o pratica. Há pessoas que podem fazer um acto de jornalismo uma única vez na vida. Por exemplo, alguém que no tsunami [no Sudeste asiático] tirou uma foto do que se estava a passar, isso foi um acto de jornalismo.
O papel do jornalista muda. Temos mais gente a fazer jornalismo, isso pode ser confuso; há um papel para os jornalistas, que é editar, gerir [“curate”], talvez até ser educadores, ajudar as pessoas a fazer jornalismo melhor. A ideia de que as instituições são donas do jornalismo, isso vai acabar. Mas não quer dizer que vá acabar o jornalismo.

Clica aí para ler a entrevista: Jeff Jarvis: No jornalismo, as boas idéias são do público


Os excessos da mídia me enjoam

21/04/2008

A primeira vez que senti enjôo real ao ouvir falar de um assunto repetidamente foi ano passado. O tema popular era o filme Tropa de Elite. Todo mundo falava disso em todos os lugares. E eu sentia náuseas sempre que via ou ouvia algo sobre o fenômeno. Foi preciso ver o filme para me curar daquilo que já chamo de SÍNDROME DA INFORMAÇÃO REPETITIVA (SIR). Primeiro vem a curiosidade natural, depois ligo o meu alerta para o agendamento da mídia. Depois, se acontece minha constatação do espetáculo e confirmação do agendamento da “opinião pública”, já era, dancei… É vontade de vomitar de verdade. Sinto-me como a Cayce Pollard, de Reconhecimento de Padrões, com sua alergia a marcas globais.

Isso explica o que houve ontem, quando tentei ver a entrevista no Fantástico com o casal mais famoso do Brasil atualmente. Fiz isso mais pra ver como seria o comportamento do repórter do que pra saber o que os entrevistados tinham pra falar. Até pensei que seria o Pedro Bial o entrevistador, um especialista em BBB. Enfim, ao cabo dos primeiros 5 minutos corri ao banheiro e vomitei. Desliguei a TV e fui ler os quadrinhos do Adão Iturrusgarai pra dar uma neutralizada na sensação. De novo a SIR em seu estágio final.

Estou começando a achar que devo fazer às vezes da filósofa Marilena Chauí e ignorar a imprensa diária brasileira. Mas como não consigo essa “iluminação” (libertação), gostaria de ter um poder extra-sensorial, que unicamente filtrasse o que chega aos ouvidos e olhos a partir dos meios de comunicação de massa. Talvez um antídoto, uma vacina contra esta síndrome particular . Porque, é sério, eu passo mal de verdade com esse jornalismo horroroso. Será que eu posso processar o jornalismo por isso? rsrs.


Eu acredito…

15/04/2008

Uma conversa com meu irmão, Anderson, e com o ExuCaveiraCover me fez lembrar de uma música ótima para rebater o tédio: O Adventista – Camisa de Vênus. O Exu até pensou em fundar o dia do Grande Grito Uníssono com uma parte do refrão. (obs: se vc estiver no trabalho, ponha o fone de ouvido para ouvir a música, faz favor…).


Sobre as escolas de jornalismo hoje

15/04/2008

Li este texto bem reflexivo do professor Carlos Castilho “Novas mídias e estudantes colocam o ensino do jornalismo diante de um duplo desafio”. Vejo aí boa parte do que tenho conversado com colegas e visto em sala de aula. Teria muita coisa para comentar imediatamente, não fosse uma pilha de trabalhos para ler. E é aqui que se encontra mais um nó nas escolas particulares. Cada dia mais alunos nas salas de aula e menos professores. Idéias X tempo X espaço X demanda X projetos particulares(ahn?)Xprojetos institucionais…. Bom, vou ali terminar com a pilha…


Não ao bloqueio do WordPress

10/04/2008

Desde ontem a notícia corre: “Acesso ao WordPress pode ser bloqueado no Brasil por ordem judicial”. Esses “momentos” do judiciário brasileiro me deixam com um certo lapso de compreensão (e eles são bem freqüentes). Por acaso estou na China?…

update em 12/04 – Há novidades no caso: O WordPress diz que é possível tirar um único blog do ar. A Abranet diz que não é impossível, mas é muuito complicado…