Qual será o produto do momento?

O natural hoje é falar da “morte de tendências”, como tenho visto nos blogs que falam sobre vestuário e moda. Dizem que não é mais possível definir padrões de produtos que vão agradar determinados segmentos. Na contramão, encontrei a matéria da revista portuguesa “Máxima”, que conta “como nasce uma tendência”. Recomendo a leitura, mesmo que você nunca tenha se interessado pelo tema (calma que não fala só de roupas e sapatos). É uma matéria bem boa e de leitura fácil. Apresenta-nos alguns cool hunters famosos e suas formas de trabalhar; além de um pequeno glossário com palavras usadas neste universo.

Desde que li o livro “Reconhecimento de Padrões”, de William Gibson, em que a personagem principal, Cayce Pollard, viaja pelo mundo, pesquisando “tendências”, passei a alimentar uma curiosidade (plena) pelo trabalho de coolhunting e de como se pode “desenhar” o futuro do que vamos ver ou desejar. Acho empolgante entender como funciona esta geringonça do mercado nos tempos líquidos!

10 respostas para Qual será o produto do momento?

  1. perfeitoooooooooo queridaaaaaaaa😉

    ———
    Gente, eis aí uma cool hunter da parte de designs de estampas de vestuário e papelaria, pode clicar aí no blog dela.
    bjs, Patrícia.

  2. Denis disse:

    O interessante do Reconhecimento de Padrões são aqueles personagens que induzem as tendências em ambientes neutros, conversas de bar, encontros casuais, etc etc

    Juro q fiquei com medo quando li… rs
    ——-
    Denis, adoro contar a crise existencial daquela personagem que vive de “espalhar” informações “espontâneas” no vulgo boca a boca nos bares, por exemplo. Eu conto aquilo e todo mundo acha lindo o trabalho dela, mas depois, qdo conto da crise de não acreditar mais nem na conversa dos amigos – quem sabe eles não são pagos pra te convencer sobre determinado produto? o povo pira…rs… Eu acho que gosto também mais disso mesmo do que da “busca pelo enigma”. bjs

  3. falcao disse:

    eu alimento a mesma curiosidade. alias, dada a paisagem do livro, quem nao alimentaria? londres, tokyo… tsc. gibson eh opulento demais em suas descricoes. eu amo. embora eu sinta – sim – falta da boa e velha ficcao cientifica, ali. ele se tornou um tipo de tom clancy ali (pronto, falei! nao me bata).

    lerei a materia sugerirda. mas eu acho que em tempos de morte de tendencia, a tendencia eh matar todas as tendencias.

    ou algo do tipo.
    —————–
    Falcão, pode ficar tranquilo que eu não sou fã inveterada do Gibson!😉 Qto às tendências, se devemos matá-las, o que adianta, se a nossa “rebeldia” pode se tornar tendência depois, vide os “indies” e no que se tranformou esta “postura”. né?

  4. Denis disse:

    Poxa, perae… Tom Clancy já é demais! O Gibson ainda não criou nenhum personagem piegas que consegue salvar o mundo, de forma recorrente, com apenas alguns telefonemas dentro da Casa Branca! rs

    Acho que a fase atual dele é sim mais “bege” (bunda-mole), sinto falta do futuro… mas mesmo escrevendo sobre o presente ele continua sendo interessante… alguém sabe mais sobre o Spook Country?

  5. Ricardo Oliveros disse:

    Eu li a matéria, muito boa por sinal, mas o que estamos discutindo é que quando se tem uma cartela muito grande de cores possíveis, todos os comprimentos: curtos, médios ou longos, várias silhuetas: skinny, slim, larga, de que tendência estamos falando? O trabalho dos coolhunters é procurar sinais das macrotendências, ou seja, idéias gerais que vão ser interpretadas por cada marca, que por sua vez, são dirigidas a um determinado seguimento sócio-cultural, por isso esta democratização na moda, o que particularmente, não acho nada ruim. A discussão no Blog View começou com este texto: http://forademoda.wordpress.com/2007/06/24/as-tendencias-na-moda-morreram/
    ——–
    valeu, Oliveros, vou dar uma checada. Não estou conseguindo acompanhar todas as postagens do blogview!

  6. juca disse:

    Líquidos e certos…eheh.
    Bjs

  7. Hermes disse:

    O produto do dia é que hoje tem ic! ic! ic! ops… e amanhã dor de cabeça… etc.

  8. Edson Junior disse:

    Sou um dos únicos do meu meio que adora Reconhecimento de Padrões, do Gibson. A qualidade de guru de Cayce é um dos pontos mais legais do livro, e são persoalidades hoje cada vez mais raras.

    Abraço.

    ———
    Oi, Edson, me conta o que é que o pessoal do “seu meio” fala do RP? Infelizmente nenhum dos meus conhecidos imediatos (colegas de trabalho ou amigos mais próximos) leram este livro… Você é jornalista, né?

  9. Edson Junior disse:

    Oi. Sou, sim. Li o livro há uns três anos, quando do lançamento no Brasil. Comprei imediatamente.

    Trabalho com literatura, e as pessoas com quem convivo não se dão bem com temáticas pós-modernas — coisa comum. Acontece o mesmo com Neuromancer, apesar da importância da obra. Na verdade não passa de preconceito bobo.

  10. Ricardo Oliveros disse:

    Ahhhhhhhhh!!! Vc já é de casa, nhé?

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: