Mick Jagger já foi um rapaz contido…

29/03/2007

Este videoclipe só confirma que o tempo melhora muito a performance da gente (!). Mick engomadinho e contido no palco… The Last Time (1965).


+ bizarrice na propaganda

21/03/2007

Muito de mau gosto a campanha da Diesel com o tema o aquecimento global. Diz que a marca está preparada para as mudanças climáticas.

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Concordo com os que já falaram por aí que é uma forma nada criativa de chamar atenção pra se vender roupas. Aliás, Marcelo Leite é implacável nerd; apontou até absurdos da propaganda, como no caso da cena acima: o mar nunca chegará a este ponto sem que o ser humano tenha sido extinto. Mas… é verdade que a publicidade não está muito preocupada com a coerência de discurso, quando o objetivo é despertar desejos; é verdade… Apesar disso, achei sem-noção a campanha mesmo!… aliás, a bizarrice já aparece nos preços de “simples” jeans (me disseram que um “básico” custa cerca de 700 reais).

Para ver as outras imagens da campanha, vai no site da marca.

O tema é recorrente porque Vitória está um forno desde o fim do ano passado. Impossível esquecer o calor!


Contradição admirável

14/03/2007

Fiquei meio besta com a notícia de que o  Intituto Indiano de Tecnologia, em Bombaim, vai cortar o acesso de seus alunos (brilhantes) à internet durante uma hora e meia (23h às o:30h). Os diretores alegam que os alunos estão viciados na internet e não saem dos dormitórios para conversar e “fazer amigos”. Apesar do vício ser real (pois é…), acredito que o grande problema é que “o rendimento dos estudantes caiu”, conforme atestou um analista. E isso é muito ruim para a escola de engenharia que tem o status de ser uma das melhores do mundo.  Estranha e excessiva a medida, bem Admirável Mundo Novo! Acho que a direção não ouviu e nem cogitou pensar em ouvir o Steven Johnson falar que EVERYTHING BAD IS GOOD FOR YOU.


o bafafá da mídia sobre o aquecimento global

05/03/2007

Houve espalhafato, pessimismo e informações mal redigidas de tudo que é lado em relação às previsões – divulgadas na semana passada pelo Ministério do Meio Ambiente – sobre os efeitos do aquecimento global no Brasil. Eu não li o relatório, (não tive tempo, são cerca de 200 páginas), mas o jornalista Marcelo Leite leu e fez uma boa observação sobre dados e fontes “estranhos” no estudo:

“Quem se alarmou com a previsão de que 42 milhões de brasileiros poderiam ter de deixar suas casas – uma improbabilidade, mesmo que o mar suba o máximo de 50 cm previsto pelo IPCC- pode ter sentido necessidade de verificar a fonte. Neste caso, deu com os burros n’água.

Confira na pág. 74 de “Mudanças Climáticas Globais e seus Efeitos sobre a Biodiversidade”. Ali se diz que “cidades litorâneas e 25% da população brasileira, cerca de 42 milhões de pessoas que vivem na zona costeira, segundo o Ministério da Educação, serão possíveis vítimas da elevação do nível do mar, segundo o Relatório do Greenpeace (Greenpeace 2006)”.

MEC? Greenpeace? Não parecem fontes primárias adequadas para quantificar cientificamente a parcela da população que seria afetada por um evento tão complexo quanto a erosão e perda de área costeira. Em tempo: a fonte da ONG ambientalista é “O Mar no Espaço Geográfico Brasileiro”, volume do MEC e da Marinha destinado a professores do ensino médio e fundamental.” (publicado no Ciência em dia)