Muita gente reclama que tem péssima memória. E nem sempre é verdade. Muitos dos que conheço lembram de coisas da infância com detalhes, mas esquecem de algumas bem mais recentes. Eu reclamo do excesso de lembranças, que, às vezes, se misturam e já não sei mais onde li, ouvi ou vi coisas.
A matéria de capa da revista Mente & Cérebro, edição de abril, reforça o pensamento do Dr. Ivan Izquierdo, que diz sempre que “mais importante do que lembrar é esquecer”. No texto “Esquecer para lembrar”, vários pesquisadores confirmam que precisamos esquecer de algumas coisas para lembrar de outras mais importantes. E, quando nos esquecemos de algo útil, o sistema está funcionando bem demais! Segundo os cientistas, as pessoas têm potencial de memória diferentes não porque teriam nascido com algo especial, mas porque desenvolveram aptidões diversas.
A matéria traz ainda uma lista de dicas “para não esquecer”: preste atenção no que faz, seja organizado, emocione-se (coisas ligadas a alguma forma de apelo emocional são mais lembradas), revise (algo como repetir o nome de alguém por 30 s após conhecê-lo).
E recorto um conselho de Jéssica Marshall (autora da matéria) para encarar os esquecimentos com bom humor:
“[...]da próxima vez que você amaldiçoar a memória ao esquecer um nome, um compromisso ou o número do seu próprio telefone, lembre-se simplesmente de que seu cérebro está lhe fazendo um favor”.
Escrito por Alessandra Carvalho - Lain 