Tantas coisas miúdas – II

Julho 1, 2009

A gente sabe que não é de hoje que muitas pessoas sonham com minutinhos de fama. Há aqueles capazes de fazer qualquer coisa para aparecer. É  claro que a internet facilitou demais a vida dos aspirantes ao “sucesso”. Primeiro foram os blogs, depois os fotologs e o you tube. O palco mais recente é o twitter. Tem gente que usa para adquirir “admiradores”. Eu, assim como muitas outras pessoas, uso para buscar informações “direto” de fontes boas de pesquisa sobre vários assuntos.

Esses dias,  por exemplo, ocorreu uma papagaiada de um trio de atores/cantores/apresentadores, que implorou ao ator Ashton Kutcher (marido fofo da Demi Moore e celebridade do twitter) que participasse do movimento #forasarney para o bem do Brasil. Disseram que era importante que alguém como ele se aliasse à causa. E este moço lembrou-lhes de quem é a responsabilidade de fazer este tipo de manifestação. Mais sobre essa história aqui.

Sempre digo que sou observadora das conversações nas redes sociais da web. E  vejo como tem gente que se desintegra ao sabor de suas próprias palavras! É de pasmar. Eu me reservo o direito de não opiniar sobre tudo. E acredito que as pessoas deviam refletir  mais antes de registrar nos fóruns ou blogs ou twitter qualquer coisa só pra dizer que “pensam” ou são espertas..rs.

Lembrei-me desta fábula de Esopo, que é adequada aos “cheios de atitude”: Um corvo roubou um pedaço de carne e foi para o alto de uma árvore. Uma raposa, ao vê-lo, logo quis se apossar do pedaço de carne. Ao pé da árvore, pôs-se a louvar a beleza e a graça do corvo:

- Quem, além de ti, pode ser o rei dos animais? Bastava que tivesse voz.

O corvo, querendo mostrar que não era mudo, deixou cair o pedaço de carne e começou a emitir ruídos. A raposa abocanhou a carne e disse:

- Ora, senhor corvo, se também fosses inteligente, não faltaria nada para seres o rei dos animais.

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Obs: Análises acadêmicas muito oportunas  sobre o twitter têm sido feitas com propriedade pela profa. Raquel Recuero.


A genealogia dos gatos

Junho 22, 2009
aimee e lara

Lara e Aimée - minhas fofoletes

Para quem tem amigos felinos, recomendo a leitura da reportagem A longa (e incompleta) domesticação do gato, publicada na revista Scientific American Brasil, de julho/2009.

“Às vezes, ele é alheio ou carinhoso; outras, sereno ou arisco; ou ainda, encantador ou irritante. Entretanto, apesar da natureza volúvel, o gato doméstico é o animal de estimação mais popular do mundo. Um terço dos lares americanos tem felinos, e mais de 600 milhões de gatos vivem entre os homens em todo o mundo. Mesmo assim, por mais familiares que esses animais sejam, é difícil comprovar totalmente suas origens. Enquanto outros animais selvagens foram domesticados devido ao leite, à carne, à lã ou ao trabalho, os gatos não contribuem praticamente em nada para as ações humanas em termos de sustento ou trabalho. Como, então, se tornaram tão comuns em nossos lares?”

Para ler a matéria completa, clique aqui


Coisas que fazem bem à cabeça

Junho 11, 2009

Uma pesquisa recém-divulgada dá a receita de alimentos para turbinar o cérebro e  melhorar o desempenho cognitivo: “Um cálice de vinho tinto à refeição, um pedacinho de chocolate amargo na sobremesa e um chá verde antes de sair da mesa.” Perfeito para quem gosta dos três itens!

Acrescento mais elementos ao combo: boas leituras, músicas diversas (ouço techno-brega, uma vez ou outra!), bichos de estimação,  gente leal e um lugar bacana para viver.  Talvez tenha esquecido algo.  Vou ali tomar um café!

Trilha sonora do post: Without You I’m Nothing – Placebo e David Bowie.  Porque música boa não significa letra e melodia alegre, né?

Leia também: Doze dicas científicas para potencializar o seu cérebro


A incerteza é nossa disciplina

Junho 5, 2009

As notícias e conversas, hoje, nesta semana e nos últimos meses falam de hipóteses sobre o mercado financeiro, sobre o futuro dos jornais, sobre o motivo do desaparecimento do avião francês, sobre o aquecimento global etc. etc. Mais do mesmo. Especulação rende pauta, tanto quanto constatação, seja para o jornalismo noticioso ou só para uma fofoca breve.

“A lógica do cisne negro. O impacto do altamente improvável”, livro de Nassim Taleb,  que leio a conta-gotas, fala sobre a inutilidade de certas previsões baseadas no cotidiano. Com base nisso, podemos dizer que há muita conversa jogada fora sobre conjecturas postas em debate.  Diante de prioridades, leio devagar. Ainda estou na página 100 de umas 400, de modo que não posso falar muito sobre ele, apenas que foi difícil chegar até tal página..rs.

Na página 93, começam citações ao filósofo Karl Popper e o seu princípio da falseabilidade. Taleb diz que podemos aprender muito a partir de informações, mas não tanto quanto esperamos. Às vezes, um único dado pode ser muito significativo, enquanto uma coleção deles pode não ter sentido para um contexto. E Popper dizia que uma teoria científica nunca poderia ser provada como verdade, mas que poderia ser refutada, falseada. Apenas teremos certeza do que não é verdadeiro, mas nunca da verdade em si, da qual apenas chegaremos perto.

Sempre achei que Popper pertencia aos livros e às aulas de filosofia da ciência. Mas  acabei de perceber que ele é querido por escritores que falam de mercado!

Meu namorado leu  “Sobreviva na bolsa de valores”, de Maurício Hissa, e comentou que o autor também falava de falseabilidade. Eu fui ler a página 191 para me certificar: estava lá de uma maneira objetiva e resumida a teoria do filósofo austríaco. Pois é, jamais pensei em encontrar um pensamento sobre a validação do conhecimento científico em livros de negócios.

Fica valendo, para mim, a ideia do inesperado, que se confronta com os (meus) limites do conhecimento, hipóteses  e “achismos” comuns sobre qualquer coisa. Ou seja,  na dúvida, observe mais e fale menos.  Muitas vezes, a gente esquece disso.


Anti-campanha

Maio 13, 2009
SOS Mata Atlântica

SOS Mata Atlântica

A campanha do xixi durante o banho é uma ideia tosca,  feita para ser falada de qualquer jeito. E é um sucesso, nesse ponto, porque muita gente está comentando sobre o tema. A produção das peças é bem feita, bonitinha, com desenhos  e animações. Mas, como proposta de mudança de hábito, é uma tolice.

Se 75%  urinam no banho, como diz o site, então a ONG chove no molhado ao lançar a mobilização com esse mote.  Tudo bem, não é só isso, pois a campanha aponta outras ações que contribuem para a preservação do meio ambiente.  Mas uma outra recomendação estranha (ou irônica) é a que diz para lavar verduras no banho.  Alguém já tentou isso?

O mais engraçado é  o povo dizer que acha super legal a iniciativa, e que a família toda já “mirava no ralo” :D   Não é interessante como as pessoas falam “coisas” apoiadas em uma campanha?

Não é nojinho meu, ora,  quem quiser urinar no seu banheiro, que o faça. Eu penso no quanto aumentaria o uso de de detergentes, desinfetantes e de água para lavar o banheiro.  Sim, porque também é preciso aumentar a frequência da faxina…

Enfim, campanha fofa,  dinheiro mal empregado.